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E como bem colocou o jornalista Jotabê Medeiros: “a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte”.
Estréia hoje nos cinemas "Jean Charles", que conta a história do brasileiro morto pela polícia londrina em 2005, após ser confundido com um terrorista no metrô. A equipe deste humilde blog teve o prazer de acompanhar a pré-estréia do filme ontem, com uma palestra dos produtores conduzida por Fernando Meirelles.


Como se já não fosse bom o suficiente poder ir ao cinema pagando apenas R$ 2,50, sem ingresso de estudante, assisti ontem no Espaço Unibanco ‘Simonal – Ninguém sabe o duro que dei’. O filme dá vontade de rir, chorar, ouvir música e ler 'O Pasquim'. Traz um saudosismo estranho, de coisas que eu não vivi e, bem sinceramente, nem sabia muito bem que tinha acontecido até então.
A história dá um bom pano pra manga. Simonal, filho de emprega doméstica, negro e pobre, torna-se o mais conhecido show man do Brasil. Enquanto a música nacional se preocupava em falar alto contra a ditadura, o cantor só queria hipnotizar a multidão com swing e pilantragem.
Por causa de uma encrenca mal explicada com o próprio contador, o artista debochado acaba ganhando fama de dedo-duro da ditadura e excluído pela imprensa e classe artística. E assim continua até sua morte, em 2000 – sem espaço não só como figura pública, mas vendo também sua música ser condenada a ficar de fora da tão aclamada MPB produzida na época.
Muito mais que uma história comovente, o mérito do filme está em conseguir, em 86 minutos, expor os mais diversos aspectos que compunham o Simonal: o menino pobre, o jovem, o cantor carismático, o orgulho, o descompromisso, o pai preocupado, a frustração, o esforço, a esperança e a fraqueza. Uma mistura e tanto de música, história, imagem e bons depoimentos.

Logo que o letreiro começou a subir a Gi já levantou da cadeira e demonstrou em voz alta a falta de contentamento com o filme. Mesmo assim, acho que vale avisar os coleguinhas do que os aguarda, né!
W. conta a história do 43º Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Eu acredito que o diretor Oliver Stone tenha tentado fugir da narrativa linear fazendo o filme girar em torno das decisões da Guerra no Iraque. Por tanto ele vai e volta no tempo durante todo o filme.
Porém eu não acho que o filme seja de todo mal. Por mais que a maioria saiba da idiotice do ex-presidente, gostei de conhecer mais sobre a vida dele, um garoto texano filhinho de papai. Infelizmente, o final do filme parece interminável quando se trata só da guerra, mas nada que um forte respiro não alivie na saída.
Ah! Nota dez pro protagonista, Josh Brolin!!
Sim, sou suspeita. Mas mesmo assim devo dizer aqui que gostei muito, muito. A forma com que os torcedores contam sua paixão, a tristeza do rebaixamento em 2007 e a alegria da ascensão em 2008, são de emocionar.