sexta-feira, 5 de abril de 2013
Aha-uhu! O Vik Muniz é nosso!
Tem exposição nova do Vik Muniz na área! ¨Espelhos de Papel¨ recria quadros famosos a partir de recortes de revistas. De longe, o efeito são obras expressionistas, que lembram as pinceladas de Monet. Ao aproximar-se, no entanto, é possível se perder em imagens e textos das revistas. Dá até para brincar de encontrar celebridades no meio dos recortes.
A mostra acontece de 02 de abril até 11 de maio na Galeria Nara Roesler (Av. Europa, 655). O quadro acima (com detalhe) é uma recriação de ¨After Breakfast¨, de Elin Danielson Gambogi. E a colagem abaixo uma releitura de ¨A Origem do Mundo¨, de Gustave Courbet.
Para quem não conhece, Vik Muniz é um artista paulistano que ficou famoso mundialmente por suas recriações com diversos materiais inusitados. Entre eles, diamantes, chocolate, caviar e até molho de macarrão.
No Brasil, ganhou maior alcance ao fazer trabalhos com material reciclável. Gravou, inclusive, o documentário ¨Lixo Extraordinário¨, entre 2007 e 2009, em que retrata catadores de lixo do Jardim Gramacho, que na época era um dos maiores aterros sanitários do mundo, situado no Rio de Janeiro. Com este mesmo tema, Vik é o responsável pela criação da abertura da novela global Passione.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Mais Cor, Por Favor
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| O grafitte acima é do artista Chivitz |
terça-feira, 2 de abril de 2013
Voltamos!
Em breve, criaremos também uma página no Facebook.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Mais uma boa mistura de Scorcese + DiCaprio
A história do livro de Dennis Leahane é boa, mas não o suficiente para qualquer cineasta fazer dela uma obra de arte. Nas mãos de Scorcese, sim. Ilha do Medo (Shutter Island) é boa e intensa para os sentidos. A fotografia clássica, os movimento de câmera e os planos precisos só são cabíveis a um mestre do cinema. A história de suspense nos prende desde seu terror gótico, com cenas cinzas de cemitérios e defuntos, ao o mistério envolvente de um filme noir.Indo contra algumas criticas, que o acharam exagerado, discordo. Há exagero sim, mas é o exagero possível, um excesso aceitável em um filme que quer – e consegue – manter o espectador tenso e ligado a trama. Não há também como não notar que os atores estão brilhantes. E entre outras coisas, é um filme para se assistir mais de uma vez.
Não quero soar exagerada ou injusta, mas não me lembro a ultima vez que um filme me tocou tanto. Para mim, nota dez, um dos melhores da minha ainda breve vida cinematográfica.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
"tudo que não invento é falso"
Como se não bastasse o tema, que já seria motivo suficiente pra todo mundo ir ao cinema, o filme é encantador pelas imagens belas, pelos entrevistados muito bem escolhidos e pela reflexão que nos proporciona sobre a criatividade, a invenção e a poesia de Barros.
Vá, entregue-se e apaixone-se.
PS: quando eu crescer, quero fazer um documentário como esse.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
e São Paulo será tomado por cores...

A partir de amanhã (sábado, dia 23), São Paulo estará mais iluminada e colorida. Tudo isso, sim, envoltos por concreto. Mas a magia, eu sei, vamos poder sentir no ar. É a exposição "O Mundo Mágico de Marc Chagall" que chega ao Masp com 178 gravuras do pintor russo radicado na França.
A mostra conta com séries completas do Chagall, como a "Bíblica" - a maior, com 105 ilustrações de aquarela - e com a "Fábulas de La Fontaine". Mas minhas preferidas, pelas cores que fazem os olhos arregalarem e sorrirem, são as 42 gravuras de “Dafne e Cloé”, inspirados no mito grego. A imagem que ilustra essa nota, inclusive, integra essa série, que pude ver meses antes, numa exposição mais completa, em Belo Horizonte. Mas fico feliz em poder ver de novo, gravuras doces de toques finos e cores únicas que, tristemente, não voltarão tão cedo.
Serviço
A exposição fica de 23 de janeiro a 28 de março no Masp (Av. Paulista, 1578, São Paulo). A visitação acontece de terças a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas, até mais tarde, das 11h às 20h. O preço é R$ 15 (meia R$ 7) e gratuito para crianças de até 10 anos e senhorzinhos acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
tudo dentro de nós
Não vou contar o filme. Deixo que o trailer faça esse serviço. Aconselho pois é desses leves, que nos transporta a uma viagem fantástica. E todo mundo precisa de um pouco de fantasia. Me faz refletir no porque deixamos de usar a imaginação quando crescemos. Responsabilidades? Seriedade? Falta de tempo? Ou burrice, puramente? Existem tantas respostas dentro de nós, mas não há nenhuma busca. Perda de tempo e de capacidade. Enfim.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ficção com bichinhos azuis? Não somente.
Avatar, criação de James Cameron (estranhamente o mesmo de Titanic), foi o último filme de assisti em 2009. Sem saber do que se tratava, levei meu irmão mais novo - afinal 3D nunca é demais, não é?
Começo já dizendo que sons de metralhadora me dão náuseas, que não sou fã de filmes de ação, que vida em outros planetas não me despertam a curiosidade e que efeitos especiais não me emocionam. Bom, aparentemente eu não era a espectadora que se esperava deste filme.
E eu me encantei. Me rendi as suas belas imagens, a sua floresta lindamente viva e colorida. E principalmente a esse povo, os Na’vi, e sua profunda ligação com a natureza. Para mim, a história do filme foi a parte mais impressionante e reflexiva que encontrei sentada no banco da sala de cinema.
O relacionei com o que os índios passaram com a chegada dos europeus por aqui. E também com o que o homem ainda continua fazendo contra a natureza, que é sim a grande deusa e criadora do mundo.
E é esta mesma natureza (ou o que resta dela) que deveria ser aliada e não explorada. Acredito que Cameron diz isso de uma forma comercial, mas não menos impactante. Por estas e outras, por ser visualmente lindo e por passar uma mensagem sincera e até urgente, eu aconselho Avatar a todos (especialmente o 3D, do qual assisti duas vezes).
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
São Bernardo Opaca
O artista plástico italiano Pierino foi cenógrafo e diretor de arte do Vera Cruz, fez mais de 40 filmes por esta marca, que viajaram o mundo. Com mais de 80 anos, continuava cheio de vida, alegria nos olhos e língua afiada para falar mal do que não concordava. E eu concordei com ele, com sua sinceridade, sua índole. Sofro por ter esperado uma próxima oportunidade de conviver mais uma tarde com aquela alma cheia de ensinamentos e doçura. Me entristece ter perdido outra chance de aprender mais.
Perdemos Seu Pierino. Um artista de tanta importância para o cinema brasileiro, tanta contribuição para a cultura nacional e tão preocupado com as desigualdades deste país, que ele adotou e amou. E hoje vejo que não foi Pierino quem ganhou o Brasil, mas foi o Brasil quem ganhou a brilhante passagem de Pierino. E hoje não haveria de sair sol em São Bernardo e nem no meu dia.
Pierino no ateliê de sua casa, em agosto de 2008. Foto: Luciano Vicioni
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Você tem fome de que?
A matéria completa pode ser lida aqui!!
E como bem colocou o jornalista Jotabê Medeiros: “a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte”.
terça-feira, 30 de junho de 2009
de tão linda, deveria ter nascido passarinho
Tanto que fazer!
Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis…
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuva.
E os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos,
nem para quê.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Jean Charles
Estréia hoje nos cinemas "Jean Charles", que conta a história do brasileiro morto pela polícia londrina em 2005, após ser confundido com um terrorista no metrô. A equipe deste humilde blog teve o prazer de acompanhar a pré-estréia do filme ontem, com uma palestra dos produtores conduzida por Fernando Meirelles.O longa foi muito mais leve e divertido do que eu imaginava e a direção e roteiro ficaram com o mérito de não transformar a história em um dramalhão sem fim. Selton Mello conseguiu humanizar a história do jovem brasileiro. A presença de Luiz Miranda como Alex, primo de Jean, foi a boa surpresa, com uma interpretação que transitou do cômico ao dramático sem artificialismos.
A história mostra um pouco de como o imigrante se virava pra viver em Londres junto com os primos e apresenta Jean não como um mártir, mas como alguém com o jogo de cintura que qualquer um teria pra se virar ilegalmente em um país europeu
As personagens de Patricia e Maurício, prima e chefe de Jean Charles, são interpretadas pelas pessoas reais. Segundo o diretor do filme, Henrique Goldman, Maurício foi uma das principais fontes para compor o roteiro do filme, já que ele contou para a equipe um lado pouco conhecido e explorado pela mídia na desgastada história do incidente. "Nos depoimentos que colhemos, as primas de Jean endeusavam ele. Por isso, tivemos que encontrar a parte humana pra contar no filme", explica o roteirista, Marcelo Starobinas.
Goldman conta que a intenção nunca foi produzir uma película completamente dramática, apesar do final trágico já tão conhecido do público. "Eu queria um filme que celebrasse a imigração. A forma como essas pessoas lutam, trabalham e são sonhadoras. Não queria algo completamente triste", esclarece. Quanto à função política da história, isso ficou por conta de pequenos detalhes. Segundo o roteirista, "Temos cenas que mostram um pouco do preconceito contra o imigrante após os atentados terroristas em Londres, mas acreditamos que isso deve estar muito mais no entendimento de quem assiste do que de forma explícita".
A co-produção Brasil/Inglaterra ainda não tem sua versão em inglês finalizada. A equipe espera expandir o filme para além dos dois países que compõe e história e exibi-lo em outros regiões da Europa e nos Estados Unidos.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Fragmentos

Para Vik Muniz, parte de uma obra é feita pelo artista e a outra fica por conta do espectador, que vai misturar suas experiências, pensamentos e memória com o que está exposto.
A mostra dele no MASP colocou a conversa fiada em prática e me fez sair dali cheia de idéias e coisas para refletir sobre. A exposição é democrática, traz temas e materiais capazes de agradar a todos os gostos. Tem macarrão, chocolate, tempo, fotografia, diamante, vivências, mapas, olhares, retratos, nuvens e, principalmente, pessoas.
O artista começou trabalhando com esculturas, das quais sempre tirava fotos para documentação. Eis que descobriu muito mais encanto em produzir a fotografia do que em criar apenas os objetos. Sem a preocupação de ter uma peça eterna, foi fácil perceber que qualquer material rende uma boa imagem.
Entre as obras estão a representação da Vênus de Botticelli em sucata, as divas de Hollywood retratadas a partir de diamantes, a doçura de crianças captada em construções de açúcar, trabalhadores de um aterro sanitário reconstruídos com lixo e a Medusa, de Caravaggio, recriada em um prato de spaghetti. O artista também olha para o público de um auto-retrato que mostra suas esferas e nuances a partir de restos de papel de furadores (acima).
Muniz junta o passado e o presente, embaralhando fotografias famosas e obras primas da história da arte com qualquer coisa que faça parte do nosso dia-a-dia. Mescla referências de vários tempos e lugares, daqui do lado ou de lá de longe. Exibe rostos, gente, coisas e se exibe. Planta dúvidas, e não respostas.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Rosa, azul e dourado
As cores e os contrastes, a beleza da direção de arte e dos figurinos me arrancou suspiros (literalmente!!). A realeza dourada misturada com a trilha musical atual de indie-rock-eletrônico resultaram em algo que eu nunca imaginei ser possível: um filme de época moderno.
É pop. E aí tenho que admitir que gosto disso. Me fez lembrar um dos meus fotógrafos favoritos, David Lachapelle (veja aqui o site do cara). Além disso, na minha opinião, Kirsten Dunst já fez por merecer sua existência artística.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Culto ao belo

As belas mulheres libanesas até parecem as mulheres de Almodóvar. As cores quentes e graciosas também. Além disso, sempre vale conhecer um pouco mais das tradições de outro país. Vá, mas sem esperar uma grande trama com um final excepcional. Apenas curta a beleza que lhe é oferecida.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Alegria, alegria

O bordão usado pelo Wilson Simonal mostra bem sua personalidade: despojada, despreocupada e alegre. Confesso que sabia pouco sobre o cantor, mas me apaixonei por sua voz. O documentário “Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei” é, sem sombra de dúvidas, dos melhores do gênero que eu já assisti.
Penso que a maior dificuldade em fazer documentário é estrutura-lo. Este é muito bem montado, tem um ritmo “swingante”, mesmo quando exibe antigas gravações por minutos e sem cortes. Dá vontade de bater palminhas na cadeira do cinema.
Achei interessante como a carreira foi abordada sem exagerar pro sentimentalismo ou vida pessoal. Os filhos, os cantores Max de Castro e Wilson Simoninha, dão seus depoimentos, mas pouco falam sobre a relação com o pai. Os entrevistados, pessoas próximas ao músico, transmitem além de emoção, opiniões diferentes, o que é demais prum documentário, que sempre tende para um lado.
Além de tudo isso, o clímax do filme fica por conta do boicote a Simonal. E assim, é sempre bom discutir – e para isso os entrevistados fizeram seu papel grandiosamente – a imprensa brasileira e o senso comum. É um filme para rir, bater o pezinho no chão e para refletir também. Cinco estrelas!
Pra não esquecer mais
Como se já não fosse bom o suficiente poder ir ao cinema pagando apenas R$ 2,50, sem ingresso de estudante, assisti ontem no Espaço Unibanco ‘Simonal – Ninguém sabe o duro que dei’. O filme dá vontade de rir, chorar, ouvir música e ler 'O Pasquim'. Traz um saudosismo estranho, de coisas que eu não vivi e, bem sinceramente, nem sabia muito bem que tinha acontecido até então.
A história dá um bom pano pra manga. Simonal, filho de emprega doméstica, negro e pobre, torna-se o mais conhecido show man do Brasil. Enquanto a música nacional se preocupava em falar alto contra a ditadura, o cantor só queria hipnotizar a multidão com swing e pilantragem.
Por causa de uma encrenca mal explicada com o próprio contador, o artista debochado acaba ganhando fama de dedo-duro da ditadura e excluído pela imprensa e classe artística. E assim continua até sua morte, em 2000 – sem espaço não só como figura pública, mas vendo também sua música ser condenada a ficar de fora da tão aclamada MPB produzida na época.
Muito mais que uma história comovente, o mérito do filme está em conseguir, em 86 minutos, expor os mais diversos aspectos que compunham o Simonal: o menino pobre, o jovem, o cantor carismático, o orgulho, o descompromisso, o pai preocupado, a frustração, o esforço, a esperança e a fraqueza. Uma mistura e tanto de música, história, imagem e bons depoimentos.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Tão entediante quanto o próprio W.

Logo que o letreiro começou a subir a Gi já levantou da cadeira e demonstrou em voz alta a falta de contentamento com o filme. Mesmo assim, acho que vale avisar os coleguinhas do que os aguarda, né!
W. conta a história do 43º Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Eu acredito que o diretor Oliver Stone tenha tentado fugir da narrativa linear fazendo o filme girar em torno das decisões da Guerra no Iraque. Por tanto ele vai e volta no tempo durante todo o filme.
Porém eu não acho que o filme seja de todo mal. Por mais que a maioria saiba da idiotice do ex-presidente, gostei de conhecer mais sobre a vida dele, um garoto texano filhinho de papai. Infelizmente, o final do filme parece interminável quando se trata só da guerra, mas nada que um forte respiro não alivie na saída.
Ah! Nota dez pro protagonista, Josh Brolin!!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Fiel [2]
Sim, sou suspeita. Mas mesmo assim devo dizer aqui que gostei muito, muito. A forma com que os torcedores contam sua paixão, a tristeza do rebaixamento em 2007 e a alegria da ascensão em 2008, são de emocionar.quinta-feira, 16 de abril de 2009
Fuma, Che!

Os planos abertos das batalhas mostram a imensidão da revolução Cubana. Os planos fechados nos aproximam do protagonista e dão todo o mérito para a força dos discursos. Entendo que nem todos que forem assistir são apaixonados por essa história, mas a dica é ficar atento nos diálogos, que são brilhantes.
A semelhança até assusta. Tanto Del Toro quanto Demian Bichir (que interpreta o duro e sucinto Fidel) chegam a confundir o espectador. O diretor Steven Soderberghs optou por uma narrativa não linear que mistura três momentos: Che, Fidel e Raul Castro (o lindíssimo Rodrigo Santoro) no México antes de partir, os revolucionários nas batalhas em Cuba e Che nos Estados Unidos.
Enquanto ele visita Nova York, as imagens se confundem com antigas gravações televisivas, o que eu acho um tanto perigoso. O filme é tão real que parece um documentário mas é bom lembrar que é, sim, uma ficção e esta é apenas uma versão de uma história. Por isso é importante ter bom senso e dosar, sempre.
Fiz diversas reflexões, que ficarão para mesas de bar com quem se interessar. Mas a pergunta que fica para mim depois do filme é: quem ainda quer fazer revolução com palavras?


